terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Dicas para viajar (e viver) bem


Aproveite as oportunidades, a vida é curta. Se Você tem muita vontade de viajar, não fique no aguardo de muito dinheiro e muito tempo livre, essas três coisas raramente andam juntas.

Não imite ninguém que impõe quaisquer restrições em relação aos meios de transporte ou outras. Todas essas "só na classe executiva", "só de carona", "exclusivamente pela superfície, nada de aviões", "só pacotes", "pacotes nunca" etc. são bobagens e vaidades que acabam roubando uma parte valiosa das oportunidades.



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Procure viajar mais frequente, e não por mais tempo e por número maior de lugares de uma vez. Por exemplo, prefira três viagens de 10 dias a uma de 30 (mas não a três de 30, é claro). Caso alguma força maior cancele seus planos, na primeira opção sofrerá perda apenas parcial, e na segunda total. E não só isso, terá também mais prazeres em preparar suas viagens e em revivê-las logo depois. E não ficará tanto tempo sem prazer de viajar.

Seja autêntico na escolha dos seus objetivos. Cuide bem para que não ocorra nenhuma imposição externa neste processo. E nem do seu próprio orgulho. Escute o seu coração. É isso que Você quer mesmo? Então, tá bom. A famosa relação custo-benefício depende de dois lados, e não por acaso o benefício está em denominador. Qualquer quantia de tempo e de outros recursos dedicada à busca de um objetivo falso (nulo!) se torna desperdício infinito. Por outro lado, realmente há coisas que "não tem preço". E alcançando estes objetivos maiores não teremos saudades daquilo, que gastamos no caminho.

Resolvendo isso, podemos cuidar da redução de custos, afinal, também é mais ecológico na maioria dos casos. Mas sem exageros de preciosismo digital, o mais importante é tomar decisões estratégicas certas.

Uma dessas é compartilhar as viagens com um amigo confiável, que tenha interesses bastante afins. De preferência, com a sua cara-metade. Mas caso haja compromissos que impedem a dois se ausentarem no mesmo tempo, aproveitem o possível e façam algum revesamento.

É difícil expandir este princípio sinergético para mais de 2 pessoas, já que a velocidade da frota não é média das velocidades dos navios integrantes, e sim, a velocidade do navio mais lento, em cada determinado trecho. Mas às vezes acontece que um grupo de 3-4 pessoas se dá bem. 4 é o número ótimo para viajar de carro ou alugar um táxi. Em alguns lugares também para comprar camarote inteiro de trem ou de navio...

Outra política ecologicamente correta é viajar algumas noites de ônibus, ou de trem. Dormir no caminho e economizar diária de hospedagem. Mas isso pode ser cansativo, portanto evite fazer sequências de tais noitadas. O mais aconselhável é alterar, depois de cada viagem noturna passar no mínimo uma noite na "terra firme".

Falando em hospedagem, a melhor opção é na casa dos seus amigos. Considere isso ao planejar seu roteiro e não deixe os do lado. Não é uma questão só de economia. Acontecem que todas as viagens, qualquer que seja objetivo inicial, deixam memórias mais marcantes justamente sobre as pessoas que encontramos. Então, não perca a oportunidade de encontros certos.

No caso de hospedagem em hotéis, há questões de preço, conforto, localização... As soluções mais eficientes podem ser encontradas ou próximo aos terminais de transporte, ou entre os mesmos e o centro da cidade, caso for sua atração principal. Reserva antecipada pode reduzir ou aumentar o preço, depende de lugar e de temporada. Mas sempre diminui a flexibilidade. Portanto é sugerida apenas se corre sério risco de não encontrar solução na chegada, ou no caso de horário de chegada muito inconveniente.

Evite roteiros muito abrangentes e superficiais, do tipo "pula-pula". Mantenha um ou dois focos principais e complemente com outros lugares interessantes por perto. Combine trechos mais longos, em que pode dormir na viagem, com mais curtos, que podem ser feitos preferencialmente entre check-out em um lugar e check-in em outro.

Acompanhe as variações sazonais dos preços de passagens aéreas, dependendo de tipo de destino. Preste atenção nas promoções, administre bem as suas "milhas".

Lembre, que as passagens aéreas nacionais raramente saem com desconto caso compradas para ida e volta, mas exceções acontecem. Já as internacionais ao contrário, normalmente compensa só ida e volta, e um trecho só fica muito caro.

As passagens de ônibus no Brasil e nos países vizinhos tem preço máximo fixo por km, que varia conforme a categoria, e descontos são raros. Assim, as interestaduais ficam mais vantajosas, e as internacionais mais ainda. Exemplo 1: de Belo-Horizonte é mais barato ir para São Paulo, para Campinas, para São José dos Campos..., do que para Itajubá que fica bem mais próximo, mas no mesmo estado. Exemplo 2: São Paulo - Assunção via Foz de Iguaçu custa menos do que somente São Paulo - Foz de Iguaçu (portanto 340 km grátis e ainda há troco).

Observando tudo isso, podemos agora desenvolver alguns elementos de pilotagem superior em viagens econômicas. Por exemplo, roteiros pelo continente de tipo "paraquedas", com ida de avião (por "milhas"!) e volta por via terrestre, com várias paradas. E há ainda várias outras...


Atualizado 04.01.2013


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