quinta-feira, 23 de maio de 2013

Missão de San José de Chiquitos


San José de Chiquitos, Departamento Santa Cruz, Bolívia

Fundada em 1697. População urbana quase 10 mil habitantes, o que não é pouco nesta região, por centenas de quilômetros para qualquer lado não há cidades maiores. Recomendo a todos paradinha neste lugar, que fica bem no caminho entre fronteira Brasil - Bolívia em Corumbá - Puerto Quijarro e Santa Cruz de la Sierra. Muitos e muito passam por aqui de noite, cochilando em lentos trens, mas hoje em dia há estrada bem pavimentada, por onde passam ônibus mais rápidos e confortáveis, com horários mais convenientes. De preferência, dedique, como eu, dia inteiro para conhecer esta cidade e suas proximidades, vale a pena. No meu caso foi um dia bem completo, nada de chegadas e partidas, já que desembarquei de ônibus local, vindo de San Rafael, por volta das 23:30, e dormi 2 noites aqui.


Logo começo com destaque principal, herança jesuítica, que fica em frente ao meu hotel. Este complexo faz parte do mesmo objeto da Lista UNESCO, que duas igrejas visitadas no dia anterior, San Miguel de Velasco e San Rafael de Velasco. Mas o conjunto arquitetônico aqui é maior e com fachadas de pedra. No caso da igreja central, apenas fachada, mas três outras construções têm estrutura de pedra também. Esta memorável linha de frente foi desenhada pelo padre Bartolomé de Mora e inclui (da esquerda a direita):
capela (1750)
fachada da igreja (1747)
campanário (1748)
casa dos padres (1754).


É considerado que fachada desta igreja imita duas mais antigas - de São Miguel (RS) e de Trinidad (PARAGUAI), mas não atinge mesmo tamanho e mesmo nível artístico.


A casa dos padres no século 20 virou um colégio público, e recentemente foi transformado em museu, o mais importante na região. Outro destaque é é visto nos fundos, a "nave temporária". Construído em 1725-30, simplesmente o mais antigo prédio do Leste da Bolívia.


Agora já estamos no interior do museu, bastante sistemático.


Decorações do corredor e de algumas salas foram feitas em 1810 pelo artista Gregorio Villarroel.


Numerosos restauradores continuam trabalhando intensamente neste museu.


Campanário e lateral da igreja vistos do pátio. Relógio de sol fica bem no centro deste espaço.


E funciona muito bem.


Entramos agora na igreja. A estrutura é de madeira, mas bem mais simples em comparação com três igrejas da mesma época que conheci um pouco ao norte. Fica evidente que carpinteiros daqui eram menos criativos do que em Velasco, e nem contaram com mesma abundância de bom material.


Mas o altar não perde em nada aos vistos nas cidades de Velasco.


Este monumento da arquitetura ocupa lado leste da praça inteiro, e só pode ser observado sob tais ângulos. Em frente há muitas arvores, postes etc., atrapalhando a visão.


Mais um fragmento marcante, a capela.


Na própria praça central chamaram atenção as árvores "botelhas", prestigiadas em todas essas cidades. Parte da área estava em obras de melhoria.


No ponto central está o monumento do glorioso fundador, conversaremos sobre ele na outra oportunidade. Agora é hora visitar aquele canto da praça, que aparee nos fundos.


Aqui está o governo municipal, e na ala direita do mesmo prédio pode ser encontrado o generoso Centro de Informações Turísticas. Recebi neste bom mapa, vários folders e dicas importantes.


Assim, resolvi trocar almoço por um pacotinho de biscoito e litro de água na mochila, e dedicar toda tarde a caminhada para montanhas, vistas daqui ao sul da cidade. Esta excursão prometia visita a um sítio arqueológico e boas vistas da região, é realmente valeu.

A seguir:
reportagem de Parque Nacional Santa Cruz La Vieja
Retorno para fronteira

Fotos do autor
Atualizado 30.07.2013


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