terça-feira, 7 de maio de 2013

San Miguel de Velasco, nem mais, nem menos


San Miguel de Velasco, Departamento Santa Cruz, Bolívia

Esta missão foi fundada em 1722, a partir da vizinha San Rafael (segunda mais antiga da região), e a própria igreja construída sob comando do padre Martin Schmidt em 1766, com base em experiência obtida em obras anteriores.


Atualmente representa a melhor amostra do gênero, e a sua restauração foi perfeita, sem reclamações por parte do Comitê UNESCO. Embora, algumas bases das colunas, historicamente inteiriças, foram recuperadas usando quatro troncos devidamente cortados.


A imponente torre está um pouco do lado, à esquerda.


Antigos prédios nos fundos da torre agora servem como escola de música para crianças de idade escolar.


A troca de telhas da igreja segue a todo vapor.


A galeria lateral, impecável.


Finalmente, achei uma entrada e posso curtir o interior desta maravilha.


Este canto expõe pintura original em parte da parede, outras passaram pela restauração.


O magnífico altar com centenas de quilos de ouro bem trabalhado pelo Mestre Antonio Rojas, que demorou desde a expulsão de jesuítas em 1767 e até 1783.


Saindo já pela porta principal com seus luxuosos pórticos de dois lados, à tarde ficou tudo aberto.


Visitar este local não é difícil, fica a menos de 40 km pela estrada de terra de San Ignácio, apenas uma hora de viagem.


Cheguei com táxi lotação (Toyota Ipsum azul), com toda segurança de veículo 4 x 4. Na parte média do caminho anotei claros vestígios de transtornos recentes: pneus e troncos de árvores queimados empilhados no acostamento, três faixas de cinzas cruzando a pista. Aparentemente, alguns dias antes houve protestos com tentativas de interditar a estrada, mas agora está tudo tranquilo. O sol começaou aparecer entre nuvens, mas isto pode ter várias consequências, inclusive de chuvas mais fortes na próxima rodada.


Nesta pequena cidade de 5-6 mil habitantes não há terminal rodoviário, mas escritórios das empresas de ônibus, não muito numerosos, estão todos na praça central, e não se espalham por diversas quadras, como na capital da província. Na meio da praça agora há mais galinhas do que visitantes. Só aqui há pavimento, e só para pedestres. As ruas da cidade não contam com concreto visto em San Ignácio.


A missão jesuítica também tem lugar certo na mesma praça, bem como o escritório de informações turísticos. Fechado para almoço nesta hora, é claro. E para visitar a igreja também precisei esperar um pouco, não há como atravessar corrego formado na rua neste momento, a chuva caiu justo um minuto depois de desembarque, nesta vez pesada.


Então agora é melhor procurar um lugar para almoçar, aproveitando as coberturas das calçadas perimetrais.

Deu certo, logo encontrei um restaurante popular que serviu apenas uma opção de almoço típico, pato com guarnição mista e com salada, acompanhado de chicha. Adorei, e o preço também, ficou em B$ 17.


Na saída, já esperado reencontro com sol, o tempo nesse dia mudava rápido.


A vizinhança aqui é séria - autoridades locais.



Criançada uniformizada segue para escola, a turma da tarde. Passando pelos prédios com pintura artística.



No centro da praça há um abrigo estratégico, que ajudou bem quando a chuva começou.


De volta para esquina de transportes, no outro lado da praça.



Em frente a esta escolinha deve passar o meu próximo ônibus (Fota UNIVERSAL, vindo de San Ignácio para San José).


A movimentação na praça chama atenção, poucos carros, mais motos. Nenhum capacete, crianças entre adultos e sobre tanques de combustível...


Mas, é claro a San Miguel será lembrada mais pela sua igreja monumental. Bem como pela atenção aos raros visitantes e pela chuva que caiu na hora certa



Fotos do autor
Atualizado 30.07.2013


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