sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Bolívia de avião

O alto custo de passagens de ônibus entre as principais cidades do Brasil e a fronteira com Bolívia, associado a longo tempo de tal viagem torna a via aérea mais atraente. Apesar de todos os contra: passagens internacionais tendem a ser mais caras do que dentro de um país para mesma distância, compra de ida e volta quase obrigatória, taxas de embarque 3 - 8 vezes mais altas, oferta de voos limitada por acordos bilaterais, princípio de reciprocidade aliado às frequentes crises na aviação civil boliviana... Nos anos 90 a transportadora autorizada era LAB, com sua falência a acendente AEROSUR, fundada em 1992 em Santa Cruz de la Sierra, ganhou o posto. Mas no ano passado esta seguiu o mesmo caminho, a tentativa de operar também voos intercontinentais foi fatal. Agora é a vez da BoA - Boliviana de Aviación que nasceu em Cochabamba, mas já voa para São Paulo de Santa Cruz.

Atualmente o seu voo diário OB-736 sai de Santa Cruz Internacional VVI às 9:25 e chega a São Paulo Internacional GRU 3 horas depois (conte ainda a diferença de fuso-horário em 1 hora). De fato, este voo começa em La Paz às 6:50, mas o controle migratório ocorre em VVI, portanto esta parada é longa. De volta BoA decola em GRU às 15:30, e o destino depende do dia de semana. Terças, quintas e sábados: Cochabamba (OB-737), outros 4 dias: Santa Cruz (OB-739, este não estica até La Paz, não).

Do lado brasileiro a GOL opera o voo G3-7600, São Paulo Internacional GRU - VVI Santa Cruz Internacional com partida às 11:05, em pleno dia. Retorno como G3-7601 às 12:50 (no horário de verão, que não é praticado na Bolívia).

Entretanto, a TAM também está presente neste mercado, por meio da sua subsidiária paraguaia TAM Mercosur. A sua desvantagem é a conexão obrigatória em Assunção, que aumenta o tempo de viagem para 5,5 ou 6 horas. Partidas de São Paulo Internacional GRU diariamente às 9:10 (PZ-0713), de volta de Santa Cruz Internacional VVI às 13:40 (PZ-0701).

Aviso importante: a taxa na embarque na Bolívia é paga só depois de check-in, e comprovante é colado no talão de embarque. Valor atual para voos internacionais é de US$ 25 ou B$ 174. O controle migratório na chegada costuma ser muito demorado, até lerdo. Já na saída demora menos, para logo submeter todos passageiros e suas pertences a uma revista geral em busca de drogas.

Companhias aéreas da Bolívia. Diferente das operadoras de ônibus, estas praticam tarifas bem brasileiras, portanto, nas viagens dentro da Bolívia o ônibus é muito mais barato. Mas há espaço para opção aérea também. Embora no eixo principal Santa Cruz - Cochabamba - Oruro - La Paz as estradas são boas e pagar tantas vezes mais pela economia de tempo de viagem e-ou pela comodidade de dormir em hotel raramente compensa, nas direções transversais situação é outra. As importantes cidades Tarija e Sucre (sudoeste) são bem servidas por ar, enquanto acesso terrestre é muito sofrível. Alguns destinos mais exóticos no norte (na Amazônia boliviana) também justificam emprego de linhas aéreas domésticas da Bolívia. E nestas linhas atualmente há quatro operadoras, sendo duas de maior importância - a própria BoA e a TAM boliviana (onde esta sigla significa simplesmente "Transporte Aéreo Militar"):
Boliviana de Aviación, BoA - http://www.boa.bo/ - operando B737-300
Transporte Aéreo Militar, TAM - http://www.tam.bo/ - operando B737-200 e BaE-146-200
Está ganhando seu espaço também a Amaszonas
Línea Aérea AMASZONAS S.A. - http://www.amaszonas.com/ - operando CRJ-200 de 50 lugares
E há ainda uma companhia relevante que usa aeronaves menores turboélice
AEROCON S.A. - http://www.aerocon.bo/ - operando FAIRCHILD-SWEARING SA-227 de 19 lugares

Aeroportos da Bolívia - administrados pela empresa SABSA S.A. http://www.sabsa.aero/.
Porém só os três principais aeroportos do país, que recebem voos internacionais, Santa Cruz Viru-Viru (VVI), Cochabamba Jorge Wistermann (CBB) e La Paz El Alto (LPB), são bem informatizados - há paneis de partidas e chegadas nos mesmos e no site da operadora. Nos outros o acesso às informações é precário. As taxas de embarque sempre são pagas só depois de check-in, grudando o comprovante no talão de embarque, os valores domésticos são simbólicos. Os aeroportos ficam nas áreas urbanas ou bem próximo, maior parte é servida por ônibus urbanos, muito baratos, e as tarifas de táxis também são amigáveis.


Ilustrações


Na BoA trabalham os experimentados B737-300, em bom estado. Servem todos os voos internos e para São Paulo também.
No fundo aparece o B-767 que voa para Madrid (Espanha) 4 vezes por semana.


O "serviço social" da Fuerza Aérea Boliviana, TAM - Transporte Aéreo Militar, ainda usa barulhentos B737-200, que gastam mais e cabem menos.


A novata Amaszonas deu preferência ao aparelho canadense CRJ-200 de 50 lugares, concorrente do EMB-145.


Assim é visto do pátio o principal aeroporto boliviano, Santa Cruz Internacional Viru-Viru (VVI).


Santa Cruz Internacional Viru-Viru (VVI) - sala de check-in.


Com pouca bagagem de Santa Cruz VVI para cidade leva este ônibus, passagem custa só B$ 6 (uns 2 reais). Linha 135 tem 12 km de extensão e chega a ex-terminal de ônibus no 1-o Anel, 40 minutos de viagem.



A GOL chega em Santa Cruz VVI com seus bastante espaçosos e modernos B737-800.


A TAM perde em equipamento com seus A-320, mas depende de conexão em Assunção (reparem as duas bandeiras no bordo).


Segundo aeroporto de Santa Cruz, El Trompillo SRZ, opera somente voos internos, na maior parte da TAM boliviana.
Fica ao sul da zona central da cidade, bem próximo.


Aeroporto Sucre SRE, pátio.


Operações de pouso e decolagem no aeroporto Sucre SRE.


Fotos do autor
Atualizado 27.10.2015


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