segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Logística em Samaipata: nó de Mairana

Samaipata em si não é nenhum centro de logística, embora na cidade há várias paradas de táxi lotação, focadas em localidades próximas. Mas o relevante mesmo é o contorno da praça central, de onde há saídas para El Fuerte: 


contornando a praça, daqui para esquerda há paradas de Santa Cruz:



Os minivans e táxis saem com frequência, o ônibus é uma raridade, mas pelo menos fica exposto por algum tempo e horá de saída é anunciada na placa dele. Em Santa Cruz não chega nem ao Centro, nem ao Terminal Multimodal, deixa os passageiros no setor sudoeste.

Para seguir às outras cidades é melhor avançar até Mairana, com qualquer condução que passa no ponto da rodovia, em frente ao posto de combustível ("surtidor").
Hoje em dia já não compensa ficar neste ponto aguardando ônibus para destino final, como Vallegrande ou Sucre, são raros e podem nem parar, caso lotado. 

É muito mais prático andar mais 17 km e buscar outra solução em Mairana.


Ao voltar da excursão El fuerte eu nem consegui tirar uma foto do local, já parou este Noah e me levou por BOL$ 10. O destino final dele foi um pouco mais longe, Los Negros, e a missão cargueira, com 2 bancos rebatidos. Mas ele ainda encaixou no banco de frente 2 passageiros.

Uns 25 minutos de viagem: subida e depois descida. As vistas do Vale de Mairana eram impactantes, é uma vasta área de produção agrícola intensa, cercada pelas montanhas. A Mairana é uma cidade mais dinâmica, e quase tudo lá fica nas margens da estrada - paradas, pousadas, mercado, restaurantes... 

Quem segue para Vallegrande, alem dos mesmos ônibus em transito de Santa Cruz, tem à disposição serviços de lotação, com saídas frequentes. 

Mas o meu próximo destino era Cochabamba, é há ônibus Mairana - Cochabamba, sim.


Este estava com partida marcada para 14:30, poderia almoçar e ir.

Mas verifiquei que chegaria entre 1 e 3 horas de madrugada, que não me animou.
Então, resolvi dormir por aqui e comprei passagem para ir às 8:30 no dia seguinte (por BOL$ 40).


Talvez, para viajar com este ônibus, que estava escondido na rua lateral. Gostaram da foto no seu bordo?


É da orla Santista!


Mas no dia seguinte embarquei neste amarelinho. O escritório da empresa aqui é escondido pela cabine, esta tem saídas de manhã e à tarde (15 h).


E da concorrente (com saídas só à tarde) fica na outra parte da esquina, bem na margem direita da foto anterior.

Há também bastante ônibus em transito que param neste pedaço, dos dois lados da rodovia:



E os serviços de lotação (Santa Cruz, Vallegrande e outras linhas) ocupam todo espaço restante nestas quadras:



Inclusive ao lado deste Residencial ROSALAS, onde parei por BOL$ 60 (com banheiro, tudo mais confortável que em Samaipata). Há várias outras opções de hospedagem em volta. A alimentação em Mairana também é mais abundante e mais barata.

Fotos de Mairana

Cidade fundada no final de século XIX, altitude 1325 m, população 6 mil habitantes, 137 km de Santa Cruz. Teoricamente, a Mairana não tem atrações, é uma cidade simples e nem um pouco vive em função de turismo.


As atividades comerciais e a vida social ocorrem mais nas margens da rodovia (sua descida de Samaipata pode ser vista aqui no fundo). 


Mas há também ruas de comércio e até mercado principal no outro local.


É claro, ao lado da praça principal, que se encontra afastada em 3 quadras da rodovia.


E já que há praça principal, há atrações, sim. A sua área é bem grande (3-4 vezes maior do que em Samaipata) e muito verde.


Não é tão abundante em monumentos, mas, pelo menos o fundador da cidade foi homenageado.


E os bichos também.



Mas a grande invenção de Mairana é esta:


Peças de motos e carros reutilizadas de forma artística.


Há também mais uma figura simbólica:


O governo municipal e outras instituições também olham para praça


E a igreja catedral também supera muito em tamanho a modesta velinha de Samaipata.


Mas a principal atração desta cidade é a sua representatividade. É assim que vive grande parte de Bolívia, nestes pequenos centros de apoio à produção agrícola e comércio local, ou ao redor deles. 

A parada em Mairana foi muito boa para descansar e seguir a viagem no dia seguinte...


Fotos do autor.
Atualizado 12.01.2015

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