quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ollantaytambo cidade, trem e chegada em Águas Calientes

02.02.2015. Uma segunda-feira de alta intensidade. De manhã curtimos o incrível monumento histórico e arqueológico de Ollantaytambo,  no lugar de almoço continuamos passeios: agora pelas ruas estreitas da atual cidadezinha de mesmo nome.



Logo depois começamos uma pequena aventura ferroviária: descendo de trem pelo estreito desfiladeiro do Rio Urubamba (Vilcanota) até a próxima cidadezinha Águas Calientes, base para visitação de Machu-Picchu. E até final do dia não apenas chegamos à nossa acomodação, mas também estudamos bem o pedaço, preparando-se em detalhes para próximo dia - dia-chave desta viagem.  


Ollantaytambo cidade

F atual cidade de Ollantaytambo não é muito maior do que o seu monumento histórico. Falando, é claro, sobre a parte urbana do município: que inclui também alguns bairros afastados e conta com 10 mil habitantes no total.  Mas a sua infraestrutura é bastante completa, descobrimos um dos melhores lugares para pouso de 1-2 dias no Valle Sagrado e em toda região Cusco.  


Na praça principal há de tudo: paradas de táxi coletivos e de vans de lotação, restaurantes, mercadinho, farmácias (algo importante nesta área de altitude e de comida diferente), alguns dos numerosos hotéis, lojas de lembranças, etc. 


As ruas que saem da praça no sentido norte contêm o mesmo coquetel, exceto o transporte - são um tanto estreitas. 



Afastando mais um pouco observamos que quase não há mais lugares para comer, mas para dormir ainda aparecem muitos - basicamente pousadas mais simples.


E ainda há vendedores ambulantes de artesanatos locais cercando estas pousadas.


Outros serviço, como de costureiras, também estão presentes. As ruas transversais são muito estreitas, cabem apenas 2-3 pedestres de uma vez.


Mais uma quadra para fora da área central, e começa a calmaria geral. Apenas murmurar de água límpida em canaletas que salvam cidade de inundações em dias de chuva.  


Mais umas ruas transversais, cada vez mais estreitas.


A última rua longitudinal do lado oeste também é da mesma categoria.


E de lá podemos observar o tesouro maior de Ollantaytambo.


Mas estas quadras também são para serem curtidas. 


E jovens turistas de fora andam por ali sem medo, aparentemente procurando hospedagem mais econômica.  


Mas a maioria dos visitantes de Ollantaytambo nem passa pela praça principal, portanto parede de lojas e restaurantes deslocou-se  ao encontro com eles uns 200 metros - para proximidades de entrada ao sítio histórico.


E a igreja da cidade também fica lá, bem em frente à entrada.


Entre este pedaço e a própria praça passa um pequeno rio, e aqui começa outra rua estreita, com orgulhoso nome de Avenida Ferrocaril, que leva exatamente ao terminal ferroviário. Estes 700 metros de ligeira descida são bons para caminhada, mas quem precisar de transporte sempre acha aqui estes moto-táxis de luxo, por preço quase que simbólico.


A própria Avenida não oferece atrações memoráveis. Mas há lugares onde é fácil observar de perto os enfeites dos telhados. Típicas para região "talismãs de prosperidade": dois alegres bois como parte obrigatória e vários ingredientes opcionais.


E entre telhados aparecem pios nevados que cercam o desfiladeiro - daqui a pouco iremos a Machu-Picchu exatamente por este caminho...


Ollannaytambo - Aguas Calientes

Nosso trem deve partir alguns minutos antes das 14 h. Acabaram de anunciar o embarque, e já encontramos o nosso vagão "A" - em desacordo com alfabeto foi colocado na penúltima posição.

Esta composição tem três partes: dois últimos vagões são "turísticos" (especiais para gringos burros), , no meio há alguns vagões de cargas e correio - o suprimento da cidade de destino corre só por estes trilhos. Já para moradores locais e para peruanos em geral há dois vagões "comuns" bem na frente - para evitar assédio de estrangeiros. Teoricamente, eles até também podem comprar passagens para este transporte subsidiado (integralmente por conta deles, que garante também altos lucros da empresa ferroviária e provavelmente, várias outras coisas). Mas só se chegar no guichê no momento de partida e ainda sobrar vagas reservadas aos locais - por preço de apenas 10 soles. Já em "turísticos", com venda antecipada e até pela internet, preços são em dezenas ou centenas de vezes mais altos, dependendo de horário e categoria de serviço. Nós conseguimos otimizar este item, indo sem pressa e com dois pernoites em Águas Calientes, e pagar  "apenas" 56 dólares, ou seja 16,8 vezes mais do que peruanos. Não há nenhum desconto para vizinhos sul-americanos nesta droga de caminho a MP, todos são igualmente gringos, e nos horários de maior procura preços estão acima de 70 dólares por trecho de 40 km, percorrido em quase 2 horas. 



Pelo menos, há serviço de bordo - salgadinhos de refrigerantes quentes. O nosso apetite naquela altura não permitiu encarar nem isso, guardamos dois pacotinhos na mochila até outros tempos. Os vagões de 10 soles não contam com tal mordomia, mas em compensação protegem melhor contra sol, já que lá não há janelas de teto que não deixam tirar chapel. O mais importante é que estes trens são bastante pontuais e garantem fantásticas vistas pela janela.

Só nos primeiros quilômetros a ferrovia é acompanhada pela estrada de asfalto, e o vale é bastante amplo. Mas as montanhas também estão aqui, bem próximo.



Mas a rodovia logo se manda para um dos vales transversais, e o vale de transforma em estreito desfiladeiro. Milagrosamente, além do bravo Rio Urubamba cabe aqui também esta sinuosa via férrea de bitola mínima.  


O rio demonstra muita energia e pula pelas pedras, correndo do alto dos Andes para planícies da Amazônia.



Já o trem anda com muta moderação.



Em alguns lugares anotamos restos de outras construções antigas, deixadas por incas ou, mais provável, por seus antecessores. Mas nada de informações a respeito, nem no local, nem no trem. Deu para entender, que o Vale Sagrado era algo bem mais completo do que estamos imaginando com base em visitas aos seus pontos mais divulgados. 



Olhando para trás, é difícil acreditar que acabamos de chegar deste lado, o vale parece um labirinto.
Logo depois atravessamos uma chuvinha local, acompanhada pela nevasca sobre montanhas próximas.



Parece que o rio e o trem se preparam para um salto nesta fenda. Para rio isso pode resultar em cachoeira, e para trem?



Mas o trem continua com sua tocada suave, e o rio também se encaixou na fenda sem quedas impressionantes. A corrente acelera ainda mais, e a inclinação dos trilhos aumenta também - estes 40 km valem rampa de mais de 2700 até 2000 metros de altitude acima do nível de oceano.



Estamos chegando na cidadezinha Aguas Calientes, também chamada Machu-Picchu pueblo. Os trens de passageiros devem encostar no beco à direita, depois da próxima curva.



Mas a via e a estação principal atravessam a cidade toda - pela rua mais movimentada, onde ocorrem as operações de carga-descarga. 

Nem todas composições da PERURAIL (http://www.perurail.com/es/neste trecho são mistas como nossa, há também puramente "turísticas", sem vagões de passageiros com vagas subsidiadas, bem como trens "locais", de fato inacessíveis para estrangeiros. Mas vagões de cargas e encomendas circulam dentro de qq. trem, exceto o mais chique, que sai direto dos subúrbios de Cusco e custa quase 500 dólares na ida ou na volta. Há também trens de carga e de serviço de ferrovia, fora doas horários publicados para passageiros.  

Alem disso, nesta linha opera uma empresa menor, a INCARAIL (http://incarail.com/), com trem diário de 2-3 vagões de passageiros, também com preços fantasmagóricos.  


Aguas Calientes, ou "Machu-Picchu pueblo"

Esta pequena cidade surgiu na junção de três desfiladeiros - do Rio Urubamba (Vilcanota), pelo qual acabamos de chegar de trem, e dos dois afluentes do lado direito - Rio Alcamayo e Rio Aguas Calientes.



Apesar de aparente falta de espaço, oferece muitas opções de hospedagem e alimentação, começando já na própria rua que serve também como terminal de cargas.



Este símbolo moderno dos antigos incas foi erguido perto de foz do rio Aguas Calientes, bem entre a ferrovia e o começo da estrada para sítio histórico de Machu-Picchu.



Uma das pontes pedestres sobre o Rio Aguas Calientes. Logo deopis - galpão da feira de artesanatos, passagem obrigatória para quem precisa ir à estação de trens. Existe também uma ponte ferroviária, mas não há pontes para passagem de carro - as ruas são todas de pedestres.

Os veículos sem trilhos circulam apenas a partir deste ponto e seguem para fora da zona urbana. Assim, já descobrimos onde comprar passagens e embarcar para Machu-Picchu amanhã, para chegar já às 7 de manhã ao início da trilha Huayna Picchu. 



Em duas quadras entre ponto de ônibus e praça principal cabem muitas coisas, inclusive o Mercado Municipal.



Na praça há outra composição de receptivos incas: vários restaurantes etc.



A igreja de Machu Picchu Pueblo também fia aqui;



E o mais importante - prédio da Prefeitura, por trás do qual já aparece o nosso hotel, de cor amarela. Até a janela do nosso apartamento se apresenta no fundo desta estreita rua lateral.  



A entrada neste Hostal Colla Rayami fica nos fundos da Prefeitura, na outra rua estreita que contorna este novo prédio e também sai na praça. Reservamos um apartamento com vista privilegiada - para parte da praça e para montanhas, mas a maioria dos outros apartamentos e quartos não oferece nada disso.

Descansamos um pouco, curtimos a chuva passageira. A chuva acabou logo, mas na madrugada o nosso apartamento ficou alagado, virou uma piscina com 5 cm de água sobre o chão. Ocorreu que rompeu um cano  no nosso andar, e, com falta de ralos no piso, toda água correu para parte mais baixa do andar - justamente para 2 apartamentos com melhor vista. Busca de administrador e mudança para outro apartamento atrapalharam um pouco o nosso descanso na véspera da trilha mais importante desta viagem. Mas as botas e a mochila que estavam nós esperando no chão não molharam nada por dentro, são bem impermeabilizados mesmo, portanto logo partimos para subida

Fotos do autor
Atualizado 10.02.2016

...crônica de viagem pelo sul de Peru
...cartão de visita Ollantaytambo, Peru (em construção)
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